M A J O R  A P O L L M I G U E L  R E Z K

30 de janeiro de 1999

 

O SILÊNCIO DO GRANDE GUERREIRO

 

Por Sérgio Pinto Monteiro*

 

O dia 21 de janeiro de 1999 será sempre lembrado por todos nós, da ativa ou da reserva, como a data em que a pátria, entristecida, viu partir aquele que se constituiu na realização máxima dos ideais do Ten Cel Correia Lima, patrono dos OFOR.  A Nação Brasileira perdeu um dos seus filhos mais ilustres. O Exército, um dos melhores soldados. A Força Expedicionária Brasileira, o mais destacado combatente. Os Oficiais da Reserva, o seu símbolo.

Nosso primeiro contato com o Maj Apollo foi em 1995, por ocasião do cinqüentenário do término da Segunda Guerra Mundial. Reunimos, num encontro memorável, no quartel do CPOR/RJ, cerca de quarenta oficiais R/2 febianos, presente o Gen Ex Gleuber Vieira, na época chefe do DEP. Entre eles, um desconhecido de todos nós, o Major Apollo. Terminado o evento, fomos procurados pelo saudoso febiano, Cel Pinto Homem, que, emocionado, nos informou que aquele oficial cego e semiparalítico fora o mais destacado combatente da Força Expedicionária Brasileira. De imediato, nos apaixonamos por sua história. Daí em diante, resgatar o nosso herói das sombras do esquecimento passou a ser prioridade. Missão honrosa, mas difícil, neste país sem memória.

Foram muitas as visitas ao Maj Apollo, os encontros, as conversas e pesquisas. Uma verdadeira   corrida   contra   o   tempo   que, inexorável, ameaçava nos privar daquela vida preciosa. Conquistamos algumas vitórias: o CPOR/RJ abriu suas portas para o seu filho mais ilustre; fizemos palestras para o Corpo de Alunos sobre a atuação da FEB, na campanha da Itália, com ênfase no destacado desempenho do, então, Ten Apollo; por nossa iniciativa, a revista Manchete e o Noticiário do Exército publicaram matérias sobre o bravo oficial R/2.

Em tocante cerimônia, o Maj Apollo inaugurou, dia 21 de abril de 1998, as nova sedes da Associação dos Ex-Alunos do CPOR/RJ e do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva, que levaram o seu nome. É pouco, muito pouco, quase nada, para quem tanto engrandeceu a sua pátria com ações plenas de heroísmo e coragem.

Como comandante de pelotão foi notável, sendo várias vezes elogiado pelo comando aliado, no teatro de operações da Itália. Recebeu duas condecorações do Governo americano, sendo que, uma delas, somente foi conferida a poucos combatentes da Segunda Guerra. Foi, também, agraciado com todas as medalhas de Guerra brasileiras. Em 1957, aos 39 anos, viu encerrada a carreira militar ao ser reformado no posto de major, em decorrência do agravamento de um problema nos pés.

A sua folha de alterações é referência para qualquer soldado: 20 anos de serviço sem qualquer nota desabonadora, em meio a inúmeros elogios dos mais importantes chefes militares, brasileiros e estrangeiros.

 

30.03.45 - Ten Apollo recebe a "Silver Star"do Cmt do V Exército americano,
Gen Lucian Truscott, Lizano de Belvedere – Itália.

 

Após deixar o serviço ativo, desenvolveu algumas atividades civis. Mas, lentamente, foi sendo esquecido por seus companheiros de Armas. Assim o encontramos, em seu lar, num recanto da Tijuca, quarenta anos depois de passar para a reserva.



19.05.45 – Ten Apollo, único brasileiro agraciado com a Cruz de Serviços Notáveis,
dos EEUU, é condecorado pelo Gen Truscott -  Alessandria - Itália

Nos muitos contatos que tivemos com o  Major  Apollo,  ficamos  impressionados com   o   seu   perfil   de   verdadeiro   herói: simples, modesto, atencioso e, até mesmo, conformado com o abandono e as injustiças de que foi alvo. Resignado, acalentava, apenas, o desejo de ser promovido a Tenente Coronel, a exemplo do que ocorreu com vários outros ex-combatentes, que conquistaram    a    promoção    por    decisão judicial.  Tentou,  por  via  administrativa,  mas  não  conseguiu.  Quem  sabe,  o  Exército  e  o  governo brasileiro,  como  tardia  e  derradeira  homenagem, reconhecendo seus méritos, concedam-lhe, ainda que em caráter excepcional, a tão sonhada promoção, por merecimento e bravura em combate.

Nossa missão não terminou com o silêncio do grande guerreiro. Seus feitos heróicos precisam ser passados às novas gerações de oficiais R/2. Como um símbolo. Suas ações ultrapassaram os limites da existência física. Elas não mais lhe pertenciam. Na verdade, são páginas gloriosas da História Militar de uma Nação que teima em não cultuar seus heróis.

Quanto  a  nós,  qual  pássaros  que  tentam apagar o incêndio da grande floresta, continuaremos a fazer a nossa parte, tendo como paradigma o saudoso Major Apollo Miguel Rezk, que tão bem soube cumprir o seu dever.

 

"Como ex-combatente, represento aqui centenas de Oficiais da Reserva, que abandonando suas profissões, acorreram ao chamado da Pátria para desagravarem a honra de nossos patrícios, sacrificados nas serenas águas do litoral brasileiro".

Cap Apollo (Rádio Nacional, 26/09/51, programa "Honra ao Mérito").

 


C I T A Ç Õ E S

 

Citação de Combate (tradução) – Medalha "Distinguished Service Cross" (Cruz por Serviços Notáveis) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466) – Primeiro Tenente, de Infantaria, da Força Expedicionária Brasileira. Por heroísmo extraordinário na ação de vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e quarenta e cinco, em La Serra, Itália. Foi confiada ao Primeiro Tenente Rezk a missão de comandar o seu Pelotão no ataque e ocupação de La Serra,   na   frente   de   determinada resistência inimiga. À despeito de campos de minas desconhecidos, terreno excessivamente difícil e forte oposição, o Primeiro Tenente Rezk conduziu galhardamente os seus homens através uma cortina de fogo de metralhadoras, morteiros e artilharia para assaltar e arrebatar o objetivo inimigo. Embora gravemente ferido quando dirigia o ataque, o Primeiro Tenente Rezk nunca hesitou;   pelo   contrário,   continuando   firmemente   o avanço. Depois de colocar o seu Pelotão em posição, repeliu três fortes contra-ataques, inflingindo pesadas perdas aos alemães pela sua habilidade na direção do tiro. Depois, embora em posição vulnerável ao fogo das casamatas do inimigo circundante e a despeito das bombas que caíam e da gravidade dos seus ferimentos,  o  Primeiro  Tenente  Rezk  defendeu  resolutamente  La  Serra,  contra  todas  as  tentativas fanáticas dos alemães para retomar a posição. Pelo seu heroísmo, comando inspirado e persistente coragem, o Primeiro Tenente Rezk praticou feitos que refletem as mais altas tradições do Serviço Militar. Prestou o serviço militar vindo do Rio de Janeiro. Quartel General do V Exército – Oficial.

Citação de Combate (tradução) – Medalha "Silver Star" (Estrela de Prata) – APOLLO MIGUEL REZK (1G – 153466),  Primeiro Tenente, Infantaria, Força Expedicionária Brasileira. Por bravura em ação, em 12 de dezembro de 1944, em Monte Castelo, Itália. Comandando o seu Pelotão, através de intenso fogo de metralhadoras e morteiros, o Tenente APOLLO chegou até uma posição alemã, assaltou-a e continuou o seu avanço. Chegando a Fornelo, seu Pelotão recebeu intenso fogo de frente, de flanco e da retaguarda, porém o Ten APOLLO tenazmente manteve a posição até ser forçado a se retrair, em virtude de pesadas perdas. O seu bravo comando  no  combate  reflete  as  elevadas  tradições  dos  Exércitos aliados. Entrou para o serviço militar no Rio de Janeiro, Brasil. (Tradução feita pela Seção Especial do Comando da F.E.B.).

Citação de Combate – Primeiro Tenente de Infantaria APOLLO MIGUEL REZK – 1O R.I. – "em 23-II-1945:- O seu Pelotão integrava a 6a Cia. No ataque à Linha La Serra – Cota 958, e, no conjunto da Subunidade, cabia-lhe apossar-se de La Serra. Na primeira parte da noite  se  lança  na  ação.  Não  obstante  o  violento  bombardeio  de artilharia e de morteiros que cai sobre o terreno, o Pelotão progride: alcança o objetivo, investe contra a posição e nela se instala sumariamente. Não terminou, porém, o esforço do Pelotão do Tenente APOLLO. Imediatamente – os alemães contra-atacam, sem resultado, porém, uma vez que a resistência dos brasileiros é forte e tenaz. O Tenente APOLLO é ferido, e só na manhã seguinte pôde ser evacuado por causa dos constantes bombardeios e dos contra-ataques inimigos. A personalidade forte, o espírito de sacrifício, a combatividade, a tenacidade, o destemor do Tenente APOLLO constituem belos exemplos dignos da tropa brasileira". Gen Div J.B. Mascarenhas de Moraes – Cmt do 1º Esc. da FEB e da 1a D.I.E.


D E P O I M E N T O S

 

" ... esta magnífica ação, das mais expressivas e brilhantes da campanha da FEB , transcorreu na noite de 23 para 24 de fevereiro, a partir de 21:15 horas... cerca de 24 horas, era a vez de La Serra, onde o bravo e excepcional Ten Apollo chegara de surpresa a assaltava a posição..." (Marechal Floriano de Lima Brayner, ex-Chefe do Estado-Maior da FEB).

 

"A promoção (a capitão) se justifica, sobretudo, em virtude da conduta excepcional desse oficial no teatro de operações na Itália, onde, entre diversas condecorações recebidas por bravura, lhe foi conferida a medalha "Distinguished-Service Cross" do Exército americano, por heroísmo extraordinário em ação, distinção máxima somente concedida a este combatente brasileiro". (Gen Newton Estillac Leal, Ministro da Guerra – 1951).

 

"...é  um  bravo,  conceituado  e  admirado  por  todos, tendo se destacado em todas as ações da Unidade. Disciplinado, muito bem educado, dedicado e capaz. Pode servir de modelo pela sua bravura e exata noção do cumprimento do dever". (Gen Aguinaldo Caiado de Castro, ex-Comandante do 1o R I, na Itália).

 

"... por se tratar de oficial de ilibada conduta moral e de valor     profissional     fartamente      evidenciado      e reconhecido na  paz  como na    guerra...

como também pelo evidente imperativo de zelar por valioso patrimônio moral, que longe de ser exclusivamente pessoal, deve pertencer ao Exército e por ele cultuado". (Cel Silvino Castor da Nóbrega, ex- Comandante do Batalhão de Guardas).

 

"... mesmo ferido, contra-atacado e cercado, em momento algum pensou em retrair. Revelou bravura, firmeza e acerto de decisão, excepcional calma em presença do inimigo, exata noção de seus deveres em combate, a par de elevado sentimento de honra militar e superior capacidade de sacrifício..." (Cap Wolfango Teixeira de Mendonça, Comandante da 6a Cia/II Btl/1R I - 1945).

 

"Todavia um dos seus pelotões bateu o recorde do ataque: o do tenente Apollo... que foi de todos o que mais se adentrou pelo dispositivo inimigo. E foi verdadeiramente agressiva a atuação do seu comandante".  (Ten  Cel  Nelson  Rodrigues  de Carvalho, ex-Febiano).


 

DADOS BIOGRÁFICOS

 

Nascimento: 09 de fevereiro de 1918, Rio de Janeiro. Filiação: Miguel Jorge Rezk e Suraia Miguel Rezk.

Estado civil: Viuvo. Foi casado com Ivette Antunes Rezk. Teve dois filhos: Nelson e Nádia. Formação militar: CPOR/RJ.

Formação civil: Ciências e Letras, Colégio Pedro II; Perito-Contador, Escola Superior de Comércio do Rio de Janeiro; Economista, Faculdade de Economia e Finanças.

 

INFORMAÇÕES MILITARES

  • Aspirante a Oficial da Reserva, Arma de Infantaria, em 29/11/1939,CPOR/RJ,classificando-se 10o/70;
  • Promovido a 2o Tenente em 31/09/1941; Promovido a 1o Tenente em 10/12/1943;
  • Embarcou para a Itália em 20/09/1944, no segundo escalão da FEB;
  • Comandou um pelotão de fuzileiros, nos ataques a Monte Castelo em 12/12/1944 e em 21/02/1945;
  • Conquistou as posições inimigas em La Serra - 24/02/1945;
  • Retornou ao Brasil, terminada a querra, partindo de Nápoles, com o 1o R I, em 11/08/1945;
  • Transferido para o Batalhão de Guardas, em 04/12/1947;
  • Escalado Oficial de Dia ao Ministério da Guerra, em 25/08/1949, apresentou a Guarda ao Presidente Dutra por ocasião da inauguração do Panteon de Caxias;
  • Promovido a Capitão em 03/09/1951;
  • Transferido em 13/08/1952 para a Diretoria Geral de Pessoal do Exército;
  • Transferido em 28/11/1955 para a 5a Região Militar (Curitiba) onde foi designado Ajudante-de- Ordens do General Mário Perdigão;
  • Transferido em 22/08/1956 para Departamento Geral de Pessoal do Exército;
  • Promovido a Major e reformado em 09/12/1957.

 

CONDECORAÇÕES

 

 

  •   "Distinguished-Service Cross", EE UU;
  •   "Silver Star", EE UU;
  •   Sangue do Brasil,
  •   Cruz de Combate de Primeira Classe;
  •   Medalha de Campanha;
  •   Medalha de Guerra;
  •   Medalha Mal Hermes;
  •   Medalha Mal Caetano de Farias;
  •   Medalha Honra ao Mérito;
  •   Medalha de Bronze.

 

 

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

  •   Diretor-Tesoureiro da Cia. de Empreendimentos Comercial e Industrial São Leopoldo (1958/1966);
  •   Assistente da Divisão de Estudos e Pesquisas da Sunab (1967/1976);
  •   Diabético, perdeu a visão no final dos anos 80;
  •   Falecido em 21 de janeiro de 1999, aos 81 anos.

O funeral do Maj Apollo foi triste e simples como ele próprio. Estiveram  presentes  no  cemitério  S.  Francisco  Xavier,  no Caju, além dos familiares, Cel Henrique (Cmt do CPOR/RJ), Veteranos da FEB, comandados pelo Cel Sérgio, (ANVFEB)., e um oficial representante do Adido Militar americano. As honras militares foram prestadas pelo 1o  R I. Os oficiais R/2 formaram a Guarda de Honra, ao comando do Ten Monteiro.

 

 
MAJ APOLLO: ÚLTIMA FOTO, CPOR/RJ (05/12/98)

 

 


 *O autor é 2º Ten R/2 Art, Tu 1961, CPOR/RJ. É membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, onde ocupa a Cadeira Especial Major Apollo Miguel Rezk e presidente do Conselho  Nacional  de  Oficiais  da  Reserva.  Este  artigo  foi publicado na íntegra pela Revista do Exército Brasileiro, Vol. 136, pags.57 a 61, ano de 1999.

 

 

 


 




Nos dias 21 e 22 Abr 97, a então denominada Assoc Ex-Al CPOR/RJ realizou o 1º Encontro Nacional de Oficiais da Reserva (R/2) do Exército Brasileiro - I ENOREx.

 

No quartel do CPOR/RJ, ainda na Avenida Pedro II, no bairro imperial de São Cristóvão, reunimos, num memorável Encontro, as delegações de 06 das 08 Associações de Oficiais R/2 existentes no País: São Paulo (1954), Recife (1982), Belo Horizonte (1988), Rio de Janeiro (1992), Porto Alegre (1993) e Petrópolis (1996). Não se fizeram representar as entidades de Natal (1993) e Fortaleza (1993).

 

Como convidada, uma representação da Sociedade de Amigos do CPOR/SP.

 

No ano anterior, a Assoc Ex-Al CPOR/RJ havia promovido o “1º Ciclo de Palestras para Atualização de Oficiais R/2”, com o apoio do DEP (hoje DECEx), da DFA (hoje DESMil) e do CPOR/RJ. Outras Associações, como a de Recife, já desenvolviam Encontros de Atualização de um dia de Palestras, desde a década de 80, mas não um Ciclo de vários dias.

 

Realizado em 3 finais de semana, o Curso reuniu cerca de 80 Oficiais R/2 e, em seu encerramento, o Chefe do DEP, Gen Ex Gleuber Vieira, dirigiu ao Presidente da Assoc Ex-Al CPOR/RJ as seguintes palavras:


"Ten Monteiro, sugiro que a Assoc Ex-Al CPOR/RJ promova uma reunião entre as diretorias das 5* entidades congêneres em atividade no País, visando uma desejável integração entre elas. Quem sabe desse Encontro surja uma organização nacional que possa atuar como elo entre as Associações e o Exército"

* em 1996 só se conhecia 5, mas já havia Fortaleza e Natal, e neste ano foi fundada Petrópolis.

 

Missão dada, missão cumprida. 

 

Graças à extraordinária visão estratégica do Gen Ex Gleuber, cerca de 180 Oficiais R/2 de todo o País, participantes do I ENOREx, decidiram, em Assembleia Geral realizada em 22 Abr 97, por unanimidade, criar o Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil.

 

Parece que foi ontem, mas 19 anos se passaram.

 

O tempo é inexorável. Muitos daqueles Oficiais que participaram da criação do CNOR permanecem conosco. Outros partiram e os reverenciamos como exemplos de soldados que dignificaram o uniforme verde-oliva e cidadãos que honraram seu País.

 

Cabelos embranqueceram, e anos após novos integrantes passaram a chegar, somando amizade, lealdade, companheirismo e vitalidade ao ideal. Também é verdade que alguns já não têm o mesmo vigor físico. Mas, o ideal que os impulsionou ao cumprimento da missão permanece imutável e vibrante até os dias de hoje. 

Em 2009, na Plenária do XI ENOREx-Brasília, o CNOR recomendou que todas as Associações de Ex-alunos alterassem sua denominação para Associação de Oficiais da Reserva – usando a sigla AORE, a pedido inclusive de vários chefes militares, tanto para facilitar a ligação e a identificação dessas Associações no meio militar, quanto para que se adquirisse uma padronização e sentido de organização e unidade no esforço e no ideal nacional de representação da oficialidade reserva não remunerada.

 

Em 2015, numa Reforma no Estatuo do CNOR, esta recomendação passou a ser oficial, e, além desta, todas as categorias de Oficiais da reserva, do Exército, Marinha ou Aeronáutica, poderiam agora pertencer aos quadros das AOREs. O CNOR muda sua designação de “Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil”, para “Conselho Nacional de Oficiais da Reserva”. A nova versão do estatuto, para preservar a essência da origem do Sistema, estabeleceu que as associações regionais filiadas ao CNOR tivessem o seu quadro social majoritariamente constituído por oficiais R/2.

 

A grandeza do Brasil é o objetivo da Oficialidade R/2. E o Exército Brasileiro, nosso comandante, condutor e guia.

 

Há 19 anos éramos 06 Associações conhecidas e que se associaram entre si para criar um órgão nacional e central. Hoje, graças ao excelente trabalho desenvolvido pelas diretorias do CNOR e de suas filiadas, estão ativas 19 entidades regionais e várias outras em fase de filiação, em perfeita consonância com as diretrizes do CNOR. 

 

Cadastramos mais de 10.000 Oficiais R/2 que, como formadores de opinião, atuam intensamente no segmento civil da sociedade brasileira.

 

Os Encontros Nacionais se multiplicaram. De Manaus a Porto Alegre, realizamos anualmente o nosso tradicional ENOREx, com uma média de participação de cerca de 300 Oficiais R/2. Este ano, estaremos novamente reunidos, em Nov, no 18º Encontro em Brasília-DF.

 

As dificuldades para o crescimento das nossas organizações são conhecidas. Faltam-nos, especialmente, recursos humanos e financeiros, o que tem sido superado pela dedicação, esforço e competência de numerosos companheiros, que ao longo desses 19 anos deram e continuam dando a sua inestimável contribuição para o fortalecimento do ideal nacional, por meio do CNOR e das Associações.

 

Ao Exército Brasileiro, que um dia nos acolheu ainda meninos e nos transformou em Oficiais e em líderes, oferecemos os nossos mais nobres sentimentos de lealdade, afeto, gratidão, respeito, apoio, consideração e solidariedade. Aos nossos oficiais da reserva de todo o Brasil, conclamamos todos a cada dia para se engajarem cada vez mais nesse mister de unidade e coesão nacional da classe, em nome do fortalecimento e valorização da nossa tropa, e das grandes transformações que podemos realizar juntos em prol do nosso país.

 

Somos a sua Reserva, atenta e cada vez mais forte. Valores do nosso Exército, valores do nosso Brasil.

 


"Patriotismo, União, Lealdade, Trabalho - Assim Atua a Reserva Atenta e Forte"

 

 

 


 

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